MC Luanna lança “IRREFREÁVEL [EPÍLOGO]” e encerra era com mixtape sobre amadurecimento e novos ciclos

MC Luanna lança nesta quarta-feira (4) “IRREFREÁVEL [EPÍLOGO]”, mixtape que encerra o ciclo iniciado com “IRREFREÁVEL” e aprofunda as narrativas de independência, autoconfiança e protagonismo feminino que atravessam sua discografia. Com dez faixas inéditas e participações de Maru 2D, Yunk Vino e Ciça, o trabalho apresenta uma artista ainda mais incisiva, que transforma experiências pessoais, conquistas e inquietações em versos diretos, sem abrir mão do deboche e da irreverência que marcam sua identidade.

Mais do que uma continuação, o lançamento representa a consolidação de um processo de amadurecimento artístico e pessoal. Se a primeira parte de “IRREFREÁVEL” apresentou reflexões sobre os caminhos percorridos pela rapper, o epílogo surge como um acerto de contas com inseguranças, situações e sentimentos que ficaram pelo caminho. Em um momento de mudanças, Luanna encontra no conceito de epílogo uma forma de abordar finais, despedidas e a importância de reconhecer quando determinados ciclos chegam ao fim. A artista também se prepara para dar um tempo após o lançamento, transformando o projeto em um marco de encerramento antes de uma nova fase de sua vida.

“Esse projeto fala muito sobre o momento que estou vivendo. Estou em uma fase de mudanças, de entender que algumas coisas precisam chegar ao fim para outras começarem. O epílogo vem muito desse lugar, de encerrar ciclos, deixar algumas inseguranças para trás e reconhecer tudo o que construí até aqui. Senti que ainda tinha coisas para falar dentro de IRREFREÁVEL, mas também entendi que era hora de finalizar essa história. Depois desse lançamento, quero dar um tempo, viver outras coisas e respeitar esse momento de transformação. Não é sobre parar, é sobre entender que até quem é irrefreável precisa de um tempo para se reinventar”, comenta MC Luanna.

Musicalmente, “IRREFREÁVEL [EPÍLOGO]” transita entre trap, boom bap, twerk e crunk, ampliando o repertório sonoro da rapper sem se distanciar de suas raízes no hip-hop. A construção do projeto também foi marcada pelo encontro com novos produtores e por experiências de estúdio fora de São Paulo, incluindo uma viagem ao Rio de Janeiro que resultou em duas faixas e trouxe novas possibilidades de experimentação musical.

Entre os destaques está “12 Putas 1 Segredo”, colaboração com Maru 2D escolhida como faixa-foco do lançamento. A música parte da expressão popular “vai lá com suas putas” para subverter seu significado por meio do humor, da provocação e da liberdade sexual feminina. Ao lado de Maru, Luanna transforma uma frase historicamente utilizada para desqualificar mulheres em uma narrativa na qual elas assumem o controle sobre seus desejos e escolhas.

A parceria também carrega uma conexão construída para além dos estúdios. As duas artistas se aproximaram durante o projeto “Poetisas no Topo”, e a admiração de Luanna pela personalidade expansiva e pela força das rimas de Maru foi determinante para o convite.

Outro encontro aguardado é com Yunk Vino, em “Não Saio de Casa”. Após anos de tentativas de colaboração, os artistas finalmente se reuniram em uma faixa que combina a postura de quem prioriza o próprio crescimento com uma estética gangsta. Para Luanna, a participação tem um significado especial: além de concretizar uma parceria desejada há muito tempo, a composição contou com a contribuição do produtor Indio, marcando a primeira vez que a rapper abriu espaço para outro profissional colaborar na escrita de uma música de seu projeto.

Já Ciça participa de “Tira Meu Nome da Boca”, faixa em que Luanna responde às críticas e aos comentários direcionados à sua trajetória. A colaboração reúne duas vozes femininas do rap em um boom bap que evidencia suas personalidades e atende a um desejo antigo do público de vê-las juntas.

Ao longo das dez faixas, a artista também amplia o olhar sobre temas que acompanham sua produção musical. Em “Eu Não Posso Ser”, relaciona autoestima, independência financeira e a importância de mulheres construírem patrimônio para além da aparência. Em “Desiste ou Supere”, retoma o diálogo com “Amiga Esse Homem Te Apaga”, da primeira parte da mixtape, para refletir sobre superação e a necessidade de romper com situações que impedem o crescimento pessoal. A faixa também dialoga com o momento de transição vivido pela artista, em que encerrar capítulos significa abrir espaço para novas experiências e possibilidades.

A autonomia feminina também atravessa “Tipo de Mulher”, que associa ambição, trabalho e autossuficiência, enquanto “Twerk” e “OK” exploram o desejo e a sexualidade sob a perspectiva de uma mulher que estabelece seus próprios limites e não abre mão do prazer. Em diferentes abordagens, Luanna reafirma a liberdade de existir sem corresponder às expectativas impostas sobre o comportamento feminino.

O encerramento fica por conta de “Arte Coletiva [Epílogo]”, uma carta musical dedicada a quem encontrou na arte uma possibilidade de transformar a própria realidade. Ao reconhecer trajetórias de artistas de diferentes linguagens, a rapper amplia o significado do projeto para além de sua experiência individual e celebra a força coletiva de quem insiste em viver da própria criação.

Com direção artística e produção executiva assinadas pela própria MC Luanna, direção musical compartilhada com Mello Santana e distribuição pela Symphonic, “IRREFREÁVEL [EPÍLOGO]” chega como o capítulo final de uma era marcada pela afirmação de identidade. Em meio a mudanças e novos caminhos, a artista reconhece que os finais também fazem parte do crescimento. 

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